Confidências duma Balzaquiana desiludida com alguns homens e surpreendida com outros

28
Set 08

E já lá vão 4 meses desde o "até sempre".

Dou por mim a pensar: "que estarás a fazer?"

Questiono-me muitas vezes: "será que te lembras de mim?"

Gostava de responder a todas estas perguntas com um SIM!

Mas acho muito cá no fundo que a resposta é não.

E fico triste porque eu lembro-me de ti todos os dias.

Ainda não consegui esquecer-te ou como alguns fazem mudar de ideias.

Eu sempre fui de ideias fixas e bem definidas.

 

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

 

 

Balzaquiana às 21:05
sinto-me: com saudades
música: Come with me - Norah Jones

22
Set 08

Saiu um livro duma psicanalista com o título "Mulheres mal-amadas" que recomendo.

Trata de casos de mulheres que se apaixonam e caem nas malhas de relações autodestrutivas.

E são dadas várias pistas  que me merecem reparo.

A dependência do telemóvel é um mau sinal: esperar por uma chamada é um sinal de falta de segurança. De se sentir mal-amada.

"....Quando se está sempre preocupada se ele liga ou não, é porque não se está confortável nem segura na relação mas assustada."

Viver em função dum amor e do homem amado é outro sinal.

"...quando se vive para esse homem e se sofre por ele..."

Diz-vos alguma coisa?

Viver para alguém , anulando-se  ou moldando-se, não é amar é sofrer e sentir-se infeliz.

Quando se chega a este ponto temos que questionar-nos se esta relação vale ou não a pena, se somos felizes, se a relação é compensadora.

Porque podemos sentir a falta do ser amado mas nunca devemos sentir a falta de nós mesmas!

 

 

Balzaquiana às 21:59
sinto-me: assustadora....no bom sentido
música: I Will Survive

16
Set 08

Muito se fala nos últimos tempos em traição.

Procuram-se novas explicações para justificar a traição.

E até se arranjou um eufemismo para a traição: a neo-monogamia.

Tudo muito desempoieirado, muito modernaço, tudo sem culpa.

E é na culpa que reside o problema.

Traiu: sente culpa? Ou não existe qualquer problema e vai de repetir?

Hoje li uma pérola dos novos tempos: "C. ama o namorado com quem quer casar mas não consegue deixar de ter casos com outras pessoas."

Ama o namorado? Duvido.

Quer casar com o namorado? Acredito.

É que para a geração casadoira o casamento não passa dum acontecimento social.

Que implica apenas ter que viver com o outro. Sentimentos? Amizade e cumplicidade.

Quando se esgotam adeus e vai à tua vida .

Amor? Sentimento fora de moda.

Por isso trair passou a ser tão in.

E isto aplica-se tanto aos homens como às mulheres.

No entanto pergunto-me que valores morais têm estas pessoas e que tipo de monstros emocionais serão gerados em meio familiar tão estranho.

Porque  não podem ensinar um filho a ser leal e fiel a um companheiro porque eles próprios não o são e nem devem saber o que isso é.

Outra afirmação que li num outro artigo ainda é mais imaginativo.

"M. traiu o marido porque se sentia mal-amada e desse modo reencontrou e fortaleceu o seu amor-próprio".

Bem só faltava isto: a traição serve de terapia para fortalecer a auto-estima.

De quem traiu porque quem foi traído deve ficar com a auto-estima ( e não só) bem danificada.

Realmente eu não sou desta época.

Trair é trair.

Tentações todos temos mas se estamos numa relação satisfatória não percebo o que se obtém de mais valia em trair.

Se a relação não é satisfatória então a honestidade, a lealdade e o respeito que o outro nos deve merecer obriga-nos a sair dessa relação e ir procurar a satisfação noutro lado.

Agora arranjar explicações de mau pagador é triste e não abona a favor de seres pensantes que deveríamos ser.

E muito menos demonstra que somos pessoas bem formadas.

Mas isto é o que eu penso.

Balzaquiana às 20:40
sinto-me: confusa
música: The Last Time - Keane

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