Confidências duma Balzaquiana desiludida com alguns homens e surpreendida com outros

15
Fev 09

No sábado dia 14 comemorou-se o Dia dos Namorados.

Mas nos dias anteriores muito se falou dos outros, dos Encalhados.

Como pelos vistos a crise também chegou ao amor, os jornais encheram-se de peças sobre programas para Encalhados: festas, jantares e encontros para pessoas sós.

Há de tudo: desde maratonas de 5 minutos para impressionar não se sabe bem quem, a convívios noite fora para incentivar a descoberta da alma-gémea (cá para mim no final da noite o que se encontrou não tem nada a ver com alma.....).

Mas o que mais me chamou a atenção é o facto por mim bem conhecido  dos "encontros" via Internet.

Os nossos pombinhos acham mais fácil  encontrar a outra metade pela Internet.......mais fácil será, agora que encontrem mesmo a outra metade é que já duvido!

Mas este circo todo à volta dum fenómeno bem conhecido- a solidão- leva-me a pensar: será que as pessoas já não conseguem criar laços com o outro?

Já não se conhecem pessoas via "normal"?

Fiquei curiosa, confesso.

E como para mim o "amor virtual"  tem muto que se lhe diga nem me imagino a procurar um parceiro na net.

Mas que há quem insista isso é óbvio.

Ah! Mas esqueci-me dum pormenor.

Quem são os Encalhados?

Quarentões? Cinquentões? Nada disso.

"Jovens no final dos vinte e início dos trinta..."

Acreditam nisto?

Qualquer dia se aos 10 anos os miúdos não têm par são uns encalhados....

Mas pensando bem "encalhado" não me parece bem escolhido: afinal a ideia que se tem ao ouvir a palavra é de algo preso, impedido de avançar.

Ora se estão presos como é que estão sozinhos?

Estou confusa......

Mas falando de mim como estou só, tive um dia dos namorados igual a todos os dias.

Até que ao final do dia um cavalheiro a quem vendi um objecto me telefona para combinar a sua vinda para levar a compra para sua casa e se despede desejando-me um "...bom dia de S. Valentim!".

Simpático, não?

Balzaquiana às 12:00
sinto-me: baralhada
música: Love is in the air

08
Fev 09

Pois é, estou cá com uma neura que nem vos conto.

Estou fartinha de chuva.

Preciso de luz, de sol enfim de calor.

Viver em cinzento é muito triste.

Dia após dia, só céu cinzento, só nuvens, só mau humor.

Ainda se tivesse companhia para fazer como o Gene Kelly e dançar à chuva mas nem isso.

Nestas alturas fico irascível, com uma intolerância total ao disparate alheio.

Por isso é que gostava de ser milionária ou ter um milionário ao meu lado: passava o ano a viajar atrás do sol.

Isso sim é que era qualidade de vida.

Será que há por aí um magnata das arábias à procura da 55ª esposa?

Não me importo nada em partilhar o homem, o que eu quero é o resto!

Balzaquiana às 20:53
sinto-me: neura
música: Fly me to the Moon

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