Confidências duma Balzaquiana desiludida com alguns homens e surpreendida com outros

30
Out 08

Ontem encontrei a minha verdade.

Encontrei a resposta para a minha eterna dúvida: porquê?

Porque motivo tive que viver um amor tão sofrido, tão desesperado e sobretudo não correspondido?

Ontem finalmente compreendi.

Porque um dia eu fiz o mesmo a outra pessoa.

Também eu um dia não dei atenção a quem me amava, não soube amar de volta essa pessoa que se sentiu desdenhada, só e mal-amada.

Acabei por passar por o que essa pessoa passou.

Precisei de viver esta situação para ter uma lição de vida.

Mas sinto-me leve, como se um peso tivesse deixado de estar sobre o meu  peito.

Aliviada, posso dizer.

A minha lição de vida era esta, e por isso tinha que sofrer para compreender.

Para aceitar.

E para poder seguir em frente sem amarras nem remorsos nem rancores.

Era o meu karma pessoal.

Mas estou feliz por ter chegado até aqui, por ter percebido e aceitado.

Balzaquiana às 21:17
sinto-me: leve, aliviada
música: Hide in your shell - Supertramp

18
Out 08

Deixaste um vazio que nunca será preenchido.

Não são saudades é mesmo um espaço vazio.

Porque razão ficou vazio?

Ninguém é insubstituível, pensamos.

Mas o espaço que cada um de nós ocupa não pode ser preenchido por outra pessoa.

É só nosso, pessoal.

E ninguém o pode ocupar.

Por isso quando alguém parte deixa um espaço vazio.

O teu lugar está vazio.

Balzaquiana às 17:36
sinto-me: com espaço vazio
música: Kind of Magic - Queen

08
Out 08

Cada um de nós seguiu o seu caminho.
Ao fim de tantos anos encontrámo-nos de novo e tentámos reviver o encanto do que passou. Afinal eramos as mesmas pessoas só que um pouco mais velhas!
Mas.........o passado tinha ficado lá atrás.
Eramos os mesmos na essência mas muito diferentes na postura.
Tinhamos percorrido caminhos diferentes e por isso mesmo a nossa experiência adquirida não era igual.
Os momentos que tinhamos partilhado não se podiam repetir.
E por isso mesmo nada era como antes.
Nem podia ser.
Agora eramos estranhos que num tempo muito remoto e por breves instantes se tinham cruzado.
Amigos? Não.
Meros conhecidos.
A magia já lá não estava.

Tinha-se instalado entre nós um oceano.

E nenhum tinha um barco para poder alcançar o outro lado.

Mesmo que algum quisesse.

Balzaquiana às 22:02
sinto-me: melancólica
música: Cry me a River

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